quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Segundo turno - eleições 2014

No primeiro turno fiz campanha rasgada pela Marina. Perdemos. Creio que o Brasil perdeu. Dilma é o que está aí e estamos vendo. Aécio é o PSDB que esteve até 2002 e bem sabemos. Sempre disse e reitero que em maldades são iguais. Basta comparar os escândalos do PT com os do PSDB. Entrem no Google e vejam “escândalos da era FHC e da era PT (Lula e Dilma)”. Na minha modesta visão, a Marina representava a mudança. Não se convenceu disso um número suficiente de pessoas. Perdemos ganhando como ela diz, mas, eleitoralmente foi uma derrota e ponto final, sem adentrar em maiores explicações. Quem sabe o Brasil perdeu mais uma vez, a exemplo de 2010 com Serra, a chance de alternar o poder tão necessário. O segundo turno é uma nova eleição. Começa de zero, com uma particularidade porem, os eleitores de Dilma não mudam o voto. Os do Aécio também não mudam. Já os de Marina têm de mudar. A grande pergunta é: qual a capacidade da Marina de transferir esses seus 22 milhões de votos a Aécio? Por essa desejada aliança, Aécio aceitaria parte do programa de governo construído por Marina Silva em conjunto com o ex-governador Eduardo Campos? Entre os pontos que ela considera principais estão a preservação das conquistas socioeconômicas obtidas nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, inclusão na agenda econômica do tucano da sustentabilidade na economia, ganho de produção no agronegócio sem comprometer a Floresta Amazônica com novos desmatamentos, 10% da receita bruta da União em projetos educacionais, principalmente escolas de ensino fundamental em turno integral, reforma tributária sem aumento de impostos e projeto de reforma política com fim da reeleição. Não será fácil Aécio incorporar essa agenda, pois representa uma volta atrás em algumas coisas tucanas, como, por exemplo, a reeleição, um mal de FHC que Mariana quer extirpar. Se o PSDB não atrair a Marina pela aliança programática, não a terá e Dilma vence a eleição. Que Deus a ilumine e faça o melhor para o país. Já eu não preciso saber o que Marina vai fazer. Voto pela alternância do poder. Assim, em segundo turno voto no que em termos de alternância restou. Como ser político não fico no muro ocultando o voto. Também não voto nulo. Voto Aécio.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Eleições 2014

Caro(a) amigo(a)
Muitos me perguntam por que não saí candidato nestas eleições. A resposta é curta e simples: porque por experiência não vi possibilidade de êxito com minha metodologia de campanha espartana e por não ter apoios prévios claramente encorajadores que fossem além do “tapinha nas costas”. Quando chega a hora “H” a gente está quase só. Não mais serei candidato.
Mas, isso não me afasta da política. Sou e sempre serei um cidadão político. Faço minhas escolhas e, mais do que neles votar, apoio esses candidatos porque os conheço tenho a convicção de serem pessoas meritórias do meu voto, dos meus familiares e dos amigos que puder influenciar.  Assim eu recomendo: 
PRESIDENTE:
Marina Silva 40 - http://www.marinasilva.org.br 
DEPUTADO FEDERAL:
- Eduardo Reiner 4301 - http://eduardoreiner.com.br
- Paulo Salamuni 4343 - http://www.salamuni.com.br
- Leandre dal Ponte 4300 - http://www.leandre.com.br
- Ou simplesmente a legenda 43.
DEPUTADO ESTADUAL:
- Professor Joba 43943 - http://www.professorjoba.com.br
- Homero Marchese 43333 - http://www.homeromarchese.com.br
- Rasca Rodrigues 43123 - http://www.rasca.com.br
- Ou simplesmente a legenda 43
Para saber mais deles acessem pelos nomes as suas páginas no Facebook ou os links de seus sites. Asseguro, são ótimas escolhas.
Rubens Hering 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A Copa do Desenvolvimento

Morei na Europa em 1981, há 33 anos, portanto. Mais precisamente na cidade de Colônia (Köln), na Alemanha. Ela foi 96% destruída na 2ª Guerra Mundial. É uma cidade ressurgida dos escombros como tantas outras de lá, devastadas moralmente pelo nazismo e materialmente pelas bombas. Tem a maior e mais maravilhosa catedral gótica do planeta, a “Kölner Dom”, templo este, milagrosa e minimamente afetado pelos bombardeios aliados. Tudo isso não a impediu de ser hoje uma cidade bela, próspera e agradável à beira do lindo e romântico rio Reno. Voltei lá em 1998, dezoito anos mais tarde. A cidade estava arquitetônica e urbanisticamente igual.  Os mesmos monumentos. As mesmas avenidas e ruas. As mesmas estações de bondes e metrô. Nenhum edifício de grande porte a mais. O prédio em que morei, nem repintado havia sido. As casas em geral sem muros e sempre com seus belos jardins. Os mesmo parques enormes e maravilhosas áreas verdes. Os barcos no Reno e os trens, que agora são em boa parte “trens-bala” a 300 km horários nos trilhos do que é o maior entroncamento ferroviário da Europa, o “Kölner Hauptbahnhof”.  As pessoas bem vestidas e ordeiras em todos os lugares. Um comércio de altíssima qualidade onde bugigangas chinesas de 1,99 não são vistas. Mendigos na rua nem pensar. Mas, nem tudo é perfeito, bêbados que entornam barricas diárias da cerveja local, o “Kölch”, são muitos... Navegando pelo Site da cidade vejo que até hoje aparentemente pouco ou nada mudou por lá. Enfim, a cidade é a mesma e sua população não aumentou nesse tempo. Não fossem os migrantes estrangeiros, com ênfase para os turcos, ela teria diminuído ainda mais desde o pós-guerra. E assim é a Alemanha inteira.
Já quando comparo o Brasil de 1981 com o de hoje, a população dobrou. Já somos 200 milhões e só se vê desgraça aumentando por aqui. Em Curitiba quadruplicou-se os curitibanos. A paisagem urbana das cidades brasileiras degradou-se enormemente. A favelização cresceu em proporções trágicas. Casas e prédios atrás de muros e cercas elétricas. No mais, é poluição de toda ordem, esgotos a céu aberto, criminalidade e violência crescentes, mendicância, cracolândias, trânsito caótico, pichações nas cidades inteiras, falta de tudo que é básico em escolas, na saúde, etc. Enfim, é o retrocesso e a involução qualitativa que todos nós brasileiros bem conhecemos. Culpa do Lula e da Dilma? Sim, pelos últimos 11 anos de desgoverno em que pouco se fez quase nada mudaram. Mas, isso vem de mais longe. É igual ou pior a culpa dos governos de Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, Fernando Collor de Melo, José Sarney e dos militares que tudo plantaram em 21 anos de ditadura e com seus 90 milhões em ação, salve a seleção... Se bem que, a seleção foi salva e já está novamente aí.
Cabe aqui fazer a reflexão central do tema e dessa flagrante dicotomia entre nós e o primeiro mundo. Por que os rumos das coisas lá e cá são tão diferentes? Por que eles lá conseguem resultados tão melhores? Seríamos nós aqui tão incompetentes? Será que só aqui temos a desgraça da burrice e da corrupção, cujos corruptos e corruptores tudo corroem feito cupins republicanos?
A reposta tem sido buscada sem sucesso por inúmeros estudiosos das áreas das ciências econômicas e políticas. Os pensadores que leio são controversos em suas opiniões, não raro são antagônicos e têm opiniões de malfadado cunho ideológico que vão do extremo socialista ao liberal. Os diagnósticos e as soluções propostas para um mesmo problema são as mais diversas e frequentemente estapafúrdias. Há anos isso me intriga. Tem de haver uma raiz e origem causadora dos problemas que todos, de todas correntes ideológicas e de pensamento possam reconhecer.
Racionalizando, quando temos um problema ou crise nas nossas vidas ou em nossas empresas e desejamos sair deles, temos de ter instrumentos de controle que permitam identificar as reais causas desse problema. Sem esse primeiro passo, o diagnóstico será incorreto, o planejamento das ações incorreto, a solução não se dará adequadamente e os problemas se agravarão e se multiplicarão por seus efeitos colaterais gerando a balburdia em que vivemos.  Enfim, segue e aumenta o caos. Reincide-se nos mesmos erros e voltamos sempre ao mesmo ponto. Há um consenso nacional dizendo que o único caminho para se resolver isso é a educação, entendendo-se por isso multiplicar e melhorar as escolas. Discordo que seja o primeiro passo. Esse é o segundo passo a ser dado.
Qual seria então o primeiro passo que viria antes da educação? É atacar o caos gerado pelo aumento dessa população que ocorre em grau e velocidade maiores do que a capacidade do Estado de educar e se transformar em todas as demais áreas sociais e estruturais.
Tomados os 25 países com maior Índice de Desenvolvimento Humano – IDH e mais os Brics, só China e Índia tem IDH pior do que o do Brasil que é de sofrível 0,755. O que ambos têm em comum e que contribui para isso? Populações descomunais de mais de bilhão de pessoas e sua expansão historicamente acelerada nos séculos IXX e XX. Mas, a China tem melhorado acentuadamente. Por quê? Diminuiu o grau de crescimento populacional e passou a melhorar o IDH. Aumentou o bolo sem aumentar os comensais na mesma proporção. Se nos compararmos aos demais 20 países com melhor IDH que o Brasil, Austrália à frente com 0,978, seguida da Nova Zelândia, Noruega e os EUA, só este último tem população maior que a nossa. Em 1970 éramos 94 milhões no Brasil. Em 2012 somos 194 milhões. Nesses 42 anos nossa população dobrou crescendo 105%. Esse índice só é menor do que o da Índia que foi de 174%.  Essas comparações levam a uma conclusão óbvia: todos os países que mais se desenvolvem, o fazem com populações menores, ou, quando grandes, com uma menor expansão, congelamento ou até redução. É, para esses, mais fácil diagnosticarem as causas e solverem os problemas, planejando e implementando ações quantitativa e qualitativamente corretas e eficazes.
Quem doravante pretender governar o Brasil e melhorá-lo vencendo a copa de desenvolvimento, não pode, para a formulação do seu Plano de Governo, ouvir somente economistas, administradores, políticos e cartomantes. Que se convoquem os antropólogos e sociólogos. Sem um projeto antropológico que contemple congelamento ou menor crescimento populacional, não haverá no Brasil desenvolvimento justo, distributivo e sustentável possível.  Se não, continuarão a perenizar o pão e circo, via crescimento do PIB somente. O país poderá até enriquecer, mas, continuará empobrecendo a nossa nação.   


Rubens Hering - Economista

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A infâmia não há de prevalecer!

A votação para Conselheiro de Tribunal de Contas do Estado – TCE, foi eivada de erros intencionais e planejados, tudo consumado em imoral e aética votação secreta. Enquanto candidato, obtive zero voto. Em verdade, sempre fui um anticandidato. Em 5 minutos de tribuna disse para aquelas “Excelências” algo que há muito desejava dizer. Sem a candidatura jamais poderia tê-lo feito. Causei tanto desconforto que fui o único candidato contraditado pelo presidente Rossoni quando esse saiu em defesa da casa. Lavei a alma (vide vídeo). Quanto à não ter sido votado não me frustra, pois nenhum voto esperava considerando minhas posições e minha fala. De nenhum deputado sou predileto, escolhido, compadre, companheiro ou comparsa, nem fiz acordos. Continuo, pois, a ser um homem honrado. 





sexta-feira, 12 de julho de 2013

Troque seu almoço por um Paraná melhor - TCE/PR

Essa eleição tem de ser adiada. A sociedade precisa entender e discutir mais profundamente essa questão. Não mais deputados no TCE.

"Faremos um grande ato cívico contra critérios políticos escusos e falta de transparência na eleição de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná.

Será segunda (15/07) às 12:00 na Assembleia Legislativa do Paraná.
Venha pressionar os nossos deputados. Chega de desmandos políticos, a sociedade quer ser ouvida! Queremos um Tribunal de Contas de verdade e não de faz de contas! Estamos cansados de tantos desvios e corrupção.
A votação é dada como certa nessa segunda-feira e se dará a toque de caixa pelos deputados, vamos à Assembleia mostrar a nossa indignação contra esse jogo de cartas marcadas e mudar essa situação. Estaremos, segunda-feira, mostrando aos nossos deputados que queremos um TCE melhor e um Paraná melhor!
Traga seu cartaz, sua faixa, seu megafone, sua corneta, seu apito, seu carro de som e principalmente traga sua disposição de mudar o Paraná. 
Participe e divulgue."


Pedido de Resposta

Diante dos reparos improcedentes feitos pelo Presidente ao meu pronunciamento relativo às eleições do Tribunal de Contas (aliás, o único contraditado) em face do desconforto que causei às Suas Excelências os Deputados, protocolei há pouco na ALEP, requerimento de Pedido de Resposta a me ser concedido antes da eleição.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Debate entre os candidato ao TCE-PR

Estarei presente!



Reportagem na RPC sobre a eleição do futuro conselheiro do TCE



A luta continua! Não mais deputados no Tribunal de Contas do Paraná!

O argumento do presidente Rossoni de que eles estariam obrigados pela Constituição Federal a fazerem votação fechada não impede que os Deputados, a bem da transparência e da moralidade, abram mão da prerrogativa declarando voluntariamente os seus votos. É isso que propus e que aparentemente o corporativismo da Assembleia não fará.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Pronunciamento na Assembleia - candidatura ao TC/PR

Amanha (10/07), a partir das 14:30 hrs, no Plenário da Assembleia Legislativa, farei meu pronunciamento referente à minha candidatura a Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. Estão todos convidados a comparecer! 


domingo, 30 de junho de 2013

Manifestação popular

Dia 04/07, quinta-feira próxima, às 18h, haverá manifestação na Praça Santos Andrade (UFPR e Teatro Guaíra) contra a eleição de Deputados por Deputados para o Tribunal de Contas, fator de corrupção. Para os que achavam que as manifestações eram só por R$0,20 ou por motivos genéricos faltando objetividade, pois bem, agora não tem essa desculpa. O Objetivo é claro e relevante para o Paraná. Divulgue compartilhando. Vai lá....


sábado, 29 de junho de 2013

Candidatura ao Conselho do Tribunal de Contas do Paraná

Informo que, ontem às 16h, eu Rubens Hering protocolei junto à Presidência da Assembléia Legislativa a minha candidatura ao Conselho do Tribunal de Contas do Paraná. Se for deferida, creio que meu nome, juntamente com os de outros cidadãos(ãs) sem mandato público, oferecemos para a sociedade uma alternativa de se evitar que eles, os deputados, novamente façam prevalecer o corporativismo da casa e o compadrio parlamentar DE DEPUTADO ELEGER DEPUTADO. O TCE, um poder que deve ser independente não pode mais ser mero departamento da Assembleia. Cheeeeeeeeeeeeeeeeega. Mas, precisamos de apoios para mudar isso e a postura de Suas Excelências. SÓ TEMOS 15 DIAS. Quer ajudar? Compartilhe.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

TERRA AOS ÍNDIOS


Sempre que se estabelece uma nova polêmica sobre Reservas Ambientais ou Indígenas ouço da parte de muitos a seguinte e emblemática frase: “é muita terra para pouco índio”.  Pois bem, pretendo aprofundar esse tema de forma não impregnada de ideologia ou interesse econômico. Esses dois fatores, quando presentes, distorcem fatos e mutilam verdades, induzindo a prevalência não só do falso e do tendencioso, mas, principalmente, do injusto e preconceituoso. O maior paradigma falso a ser quebrado na mente de muitos é o de que as Reservas Ambientais sejam exclusivamente para usufruto dos Índios. Não são. Somos todos por elas beneficiados com seus efeitos ecológicos. Quando nelas houver nativos, e só nesses casos, pode-se admitir que ali permaneçam os Índios. Seu tamanho é definido sob critérios ecológicos, geológicos, geográficos e políticos. São maiores ou menores independentemente de quantos índios haja sobre elas, ou mesmo se nenhum houver. Quando Cabral aqui aportou com suas caravelas em 1500, pela primeira vez pisaram este solo uns poucos brancos europeus portugueses, antecedendo a colonização que se seguiria décadas e séculos mais tarde. Não havia censo nem IBGE. Estudos antropológicos críveis permitem estimar que aqui habitavam, na mesma época, cerca de 5 milhões de Índios. Houvessem as naus portuguesas retornado à Lisboa e nunca mais voltado, após 512 anos seriam hoje muitos milhões de Índios no Brasil. Quantos em realidade são? Muito menos do que na época de Cabral, ou seja, segundo o Censo IBGE-2010 são apenas 896.917 pessoas. Não há como negar o massacre, seja o físico pelo genocídio ou o cultural pela injusta e devastadora “integração”. Deu-se isso ao longo dos séculos sob as mais diversas formas. Os europeus que aqui vieram sempre foram movidos pelo espírito da conquista, do enriquecimento e da exploração. Ou, teriam sido os portugueses, espanhóis, holandeses, ingleses e outros aventureiros, todos eles colonizadores pacíficos e cordiais? Teriam compartilhado o conhecimento e difundido sua cultura entre os indígenas para torná-los iguais? Teriam promovido o “resgate” dos Índios pela via da escola ou pela catequese, pela fé e a prática cristã da caridade? Obviamente não. Muito pelo contrário. Os Índios foram sistematicamente escravizados para exploração da floresta, a prática da agricultura primitiva e a mineração braçal do ouro e prata. A conquista do território brasileiro se deu, pois, pela chibata, pela espada, pelo mosquete e o canhão, como o foi também em toda a América, do Alaska até a Patagônia. Os espanhóis, sob reinado da dinastia de Aragão e Castella e seus asseclas exploradores e genocidas como Hernán Cortéz e Francisco Pizzarro, foram particularmente eficientes nisso. Não bastava afugentar ou escravizar, era preciso extinguir, como de fato se extinguiu as civilizações dos impérios Maia, Inca, Asteca e tantas outras, transpassando pela bala e espada as mulheres, as crianças e os homens resistentes à escravidão e espoliação. Assim evidencia a história, que se frise, não foi escrita pelos Índios. Não foi muito diferente mais ao Norte, onde segundo o general Custer “o índio bom é índio morto”. Também não foi diferente por aqui com os Bandeirantes brasileiros.  Dessa forma deu-se a colonização e ocupação das terras no sentido do litoral ao interior. Resta hoje preservada apenas cerca de 5% da Mata Atlântica brasileira, o habitat original de muitas tribos já extintas ou em vias disso. A presença indígena remanescente nesse bioma é o horror que conhecemos bem, pois se dá sob nossos olhos, isto é, quando os queremos enxergar, nas esquinas da mendicância. Moralmente a terra não é de quem a “comprou”, sabe-se lá de quem e com que titulação ou esbulho cartorial. Nem mesmo de quem no passado mais remoto a recebeu de coroas européias ou mais recentemente de um Estado de governos sabidamente pródigos com poucos próximos dos seus governantes, em regra perdulários e corruptos. A terra é, antes de tudo, de quem nela nasceu e habitava primariamente sem titulação legal alguma, tendo sido dela escorraçado por “colonizadores”, que me lembro bem, na minha colônia, apelidavam os indígenas de bugres e não os distinguiam dos animais. Hitler, no século XX, não inventou o holocausto que impôs a morte e a expropriação de terras e posses contra nações e minorias que julgava inferiores. O regime nazista tão somente copiou os velhos conceitos de colonização dos antepassados europeus já praticados contra nativos da América, séculos antes. Obviamente, o nazismo aumentou a escala e a velocidade dos massacres com armas modernas do século XX. Aperfeiçoou os métodos medievais com campos de extermínio, gazes e fornalhas. De tudo isso há lições a tirar. A continuidade do holocausto aos nativos que restaram por aqui não é mais aceitável no século XXI. Não sei se com este escrito contribuo para a mudança da realidade dos Indígenas, nem mesmo dos Guarani-Kaiowás que se encontram novamente ameaçados. Mas, estou certo de mitigar o escamoteado preconceito que se revela na hipócrita idéia de que agora seriam poucos os Índios para o quinhão de terra que moralmente lhes devemos destinar.

Rubens Hering – economista e consultor filiado ao Partido Verde.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Carta de agradecimento - Eleições 2012


Caros amigos curitibanos,

Finda a eleição desejo agradecer aos eleitores que me escolheram. Agradecer muito mais aqueles que foram além do seu voto obrigatório e secreto me apoiando abertamente. Isso resultou em 2.119 honrosos votos. Fiz a campanha que poderia fazer, me doando à cidade falando diretamente ao eleitor no corpo a corpo. Não fiz negócio de investimentos para colher dividendos adiante. Meus custos diretos foram de aproximadamente R$ 25.000,00, que somados aos itens doados pela coligação (rádio e TV), tudo poderá chegar a R$ 30.000,00. Com uma campanha assim modesta por princípios, não tive caminhão de som para convencer eleitores com “jingles” e poluição sonora. Não aluguei e pintei muros evitando a poluição visual. Não fiz estéreis bandeiras. Não atirei santinhos nas ruas. Não o fiz em razão de que todas essas são formas de captar o que chamo “voto imbecil”. Como pode alguém votar em muro ou bandeira? Também não contratei equipes de panfletagem. Fui atrás da quebra de malévolos paradigmas democráticos, como os da propaganda pela propaganda e da compra de votos pela servidão do eleitor aos currais eleitorais dos bairros e seus caciques já vereadores e sistematicamente reeleitos. Em outras palavras, pensei que poderia aglutinar em torno de meu nome, da minha história e de minhas competências, uma força do bem constituída por pessoas e grupos de afinidades. Aglutinar também entidades com visão social que buscassem qualificar a Câmara de Vereadores pró Curitiba. Encontrei pouco disso. Assim meu êxito foi muito parcial e como tal insuficiente. Creio que errei em pontos os quais só o tempo me elucidará. 

Quanto à Câmara de Vereadores, infelizmente aquela casa de leis, que transformaram em casa de ilícitos, mesmo após os escândalos publicados e que representam apenas a ponta do iceberg, se renovou apenas em 50%. A metade foi reconduzida, eternizando dentre eles mandatários que lá estarão por mais de 30 anos. Vendo a relação de eleitos, data vênia, a nova composição é piorada na média, em que se salva não mais que meia dúzia de próceres. Causa-me horror.   

Enfim, saio do processo com dores nas costas de tanto ajuntar cavaletes derrubados ou destruídos e de recolhê-los diariamente. Na alma, dói-me o fato da não eleição, pois, seria hipócrita não reconhecer isso. Mas, o que mais me faz lamentar é ver que nossa querida Curitiba continuará refém de um parlamento municipal medíocre, senão venal, na maioria. Não creio que possa no futuro me candidatar novamente. Mas, serei sempre um cidadão político, pela qualificação do meu voto pessoal e dando apoio aos bons candidatos, fazendo assim minha parte por uma sociedade melhor e mais justa. 

Agora, para prefeito é Gustavo Fruet 12.

Grato.

08/10/2012.

Rubens Hering - 43000  


 

sábado, 6 de outubro de 2012

Amanhã é o dia decisivo


Amanhã é dia de decidir o futuro de Curitiba de forma democrática e cidadã. Nas urnas de toda cidade, milhares de curitibanos vão depositar sua confiança em candidatos para que representem a população da capital paranaense.

E pensando nisso, peço seu voto, peço seu apoio, peço a sua confiança.

Quero fazer a diferença na Câmara de Vereadores, com clareza e muita dedicação.

Pretendo agir de forma democrática e sempre focando os interesses da população. 

Vote Rubens Hering 43.000

A reeleição sistemática dos mesmos na Câmara, que formam uma maioria de incompetentes e corruptos, transformou aquela casa de leis em um antro de ilícitos. Quero mudar isso. Vamos renovar. E segunda feira, após comemorar o meu resultado estarei mergulhado na campanha de segundo turno de Gustavo Fruet 12.